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Preço do tabaco: primeira rodada de negociações termina sem acordo entre produtores e fumageiras

Reajustes propostos não atingem o índice da variação do custo de produção; entidades aguardam propostas

20 de janeiro de 2026 - Atualizado 1 hora atrás
3 minutos de leitura

Por P97

Preço do tabaco: primeira rodada de negociações termina sem acordo entre produtores e fumageiras

Foto: Gerada por IA

A primeira rodada de negociações para a definição do preço do tabaco da safra 2025/2026 foi encerrada sem acordo após dois dias de reuniões, realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul (RS).

Durante os encontros, a comissão representativa dos produtores — composta pela Afubra, pelas Federações da Agricultura (Farsul e Faesc) e pelas Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — recebeu, de forma individualizada, representantes de seis empresas fumageiras: JTI, BAT, Philip Morris, China Brasil Tabacos, CTA e Universal Leaf. Apesar das tratativas, não houve avanço na construção de tabelas mínimas consideradas aceitáveis pelos produtores.

Outras empresas do setor — Premium Tabacos, Marasca, Brasfumo, UTC e Alliance One — também foram convidadas para participar das reuniões, mas não compareceram neste momento, alegando não possuir propostas para apresentar.

Mesmo com o custo de produção apurado de forma conjunta entre as entidades representativas e cada empresa, as propostas apresentadas ficaram aquém das expectativas. Uma das fumageiras, a BAT, não apresentou oferta, enquanto as demais sugeriram reajustes abaixo do índice de variação do custo de produção, parâmetro apontado pela comissão como referência mínima para qualquer atualização de preços.

Na avaliação da representação dos produtores, os percentuais apresentados ficaram distantes do necessário para recompor as tabelas. Segundo a comissão, a ausência de reajustes que cubram os custos compromete a rentabilidade da atividade e gera desgaste em toda a cadeia produtiva.

Ao final desta etapa, a comissão reforçou que permanece aberta ao diálogo e disposta a dar continuidade às negociações em novas datas. A expectativa é de que as empresas retornem com propostas que valorizem o produtor integrado e que respeitem, ao menos, o que prevê a Lei da Integração, utilizando o índice da variação do custo de produção como base para o reajuste das tabelas.

Fonte: Afubra

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