Uma reunião realizada em Brasília nesta quinta-feira (24), trouxe avanços importantes na busca por uma solução emergencial para a BR-476, entre São Mateus do Sul e União da Vitória, considerada atualmente a pior rodovia do Paraná. Com trechos extremamente danificados e risco constante aos motoristas, a estrada, conhecida como Rodovia do Xisto, pode receber investimentos por meio de um convênio entre os governos federal e estadual.
O encontro, que durou quase duas horas, reuniu a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, representando o Governo Federal, e o deputado estadual Hussein Bakri, líder do Governo do Paraná na Assembleia Legislativa. Embora não tenha havido definição sobre a delegação da rodovia ao Estado, a conversa abriu caminho para uma alternativa mais ágil: a formalização de um convênio dentro de um contrato federal já existente.
“A ideia de delegar a rodovia ao Paraná ficou mais distante, porque esse processo levaria de um a dois anos no Ministério dos Transportes — tempo que não cabe mais dentro do atual governo estadual”, explicou Bakri. Segundo ele, o contrato atual, com previsão de R$ 83 milhões em investimentos, não seria suficiente para atender as necessidades mais urgentes da estrada.
Diante disso, a alternativa discutida foi a ampliação do valor via um convênio, com participação financeira do Governo do Paraná. “Surgiu a possibilidade de fazer um convênio dentro do contrato existente. Eu deixei claro que os R$ 83 milhões não resolvem. Está sendo estudado um modelo para incluir recursos do Estado e ampliar os investimentos. Vou relatar ao governador Ratinho Junior, e uma reunião técnica entre o DNIT e o DER-PR deve acontecer em breve”, afirmou o deputado.
Essa reunião técnica entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) está marcada para a próxima segunda-feira (28). A expectativa é que a entrada do Estado no convênio permita ir além das intervenções já previstas no contrato assinado pela União em janeiro — cujas obras ainda estão em fase inicial.
As melhorias previstas atualmente incluem a restauração do pavimento das pistas de rolamento e dos acostamentos, com a execução de remendos profundos em pontos críticos, fresagem contínua e descontínua, reperfilagem e aplicação de nova camada de concreto asfáltico com espessuras variáveis de 5 a 8 centímetros. Também estão previstos microrevestimento e aplicação de nova camada de asfalto ao longo de todo o trecho. No entanto, a implantação de terceiras faixas, por exemplo, não está contemplada nesse pacote, o que reforça a importância do envolvimento do Estado para ampliar o escopo das obras.
Hussein Bakri também cobrou maior agilidade na execução das obras já previstas. “Pedi à ministra Gleisi que cobre mais agilidade nessas obras. Não estamos vendo avanço. A situação da BR-476 é crítica e precisamos de respostas rápidas”, reforçou.
A decisão sobre a participação do Paraná no convênio ficará a cargo do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que deverá avaliar os termos propostos. Enquanto isso, o cenário segue sendo de expectativa por parte da população e dos usuários da rodovia, que há anos convivem com buracos, acostamentos estreitos e risco constante de acidentes.
Informações: Portal Nosso Dia