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“Coração em pedaços”: Menina de 7 anos morre em Curitiba após luta contra câncer e resgate aeromédico da PRF

Júlia estava internada no Hospital Erastinho e havia sido transportada de helicóptero após passar mal durante viagem ao litoral, um desejo realizado pela família a pedido da própria menina.

3 de fevereiro de 2026 - Atualizado 1 hora atrás
6 minutos de leitura

Por P97

“Coração em pedaços”: Menina de 7 anos morre em Curitiba após luta contra câncer e resgate aeromédico da PRF

A pequena Júlia Soares Teixeira da Silva, de 7 anos, morreu no final desta segunda-feira (2), em Curitiba, após não resistir às complicações do câncer contra o qual lutava havia cerca de três anos. A menina estava internada no Hospital Erastinho, referência nacional em oncologia pediátrica, depois de ser atendida em uma operação emergencial que mobilizou escolta terrestre e transporte aeromédico da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A morte foi confirmada pela mãe, Taiane, por meio das redes sociais. Em uma mensagem curta e carregada de dor, ela escreveu: “Descanse em paz, minha filha. Acabou teu sofrimento”.

Júlia foi diagnosticada com carcinoma de adrenal, um câncer raro e agressivo que atinge a glândula suprarrenal. Ao longo do tratamento, enfrentou uma rotina intensa de internações, procedimentos e cirurgias de alta complexidade. Em uma delas, segundo a família, os médicos precisaram retirar seis tumores.

Em novembro do ano passado, após completar 7 anos, a criança iniciou um novo protocolo médico, mas a resposta clínica foi limitada. O tratamento deixou Júlia bastante debilitada e, no início deste ano, diante da ausência de alternativas terapêuticas eficazes, os médicos optaram por cuidados paliativos, segundo relato da família.

No domingo (1º), atendendo a um desejo da própria menina, os pais decidiram levá-la ao litoral. Durante o retorno para Curitiba, já na BR-101, em Garuva, no Norte de Santa Catarina, Júlia passou mal de forma repentina. Diante da gravidade do quadro, a família buscou ajuda em um posto da PRF.

Com o trânsito intenso nas rodovias e o estado delicado da criança, os policiais organizaram uma operação conjunta, com apoio do Samu. O carro da família foi escoltado até a praça de pedágio de Garuva, onde um helicóptero da PRF, deslocado de Curitiba, já aguardava.

Após a estabilização clínica, Júlia e a mãe foram transportadas por via aérea até o Aeroporto do Bacacheri. De lá, uma ambulância com UTI móvel realizou a última etapa do trajeto até o Hospital Erastinho. Um percurso que poderia levar mais de duas horas por terra foi feito em cerca de 20 minutos.

Apesar da rápida mobilização das equipes, da integração entre estrada e céu e do atendimento emergencial prestado, Júlia não resistiu e morreu poucas horas após dar entrada no hospital.

Em mensagens publicadas após a confirmação da morte, o pai agradeceu às equipes envolvidas no resgate. Segundo ele, todos fizeram o que estava ao alcance para ajudar a filha.

Neste momento de profunda dor, ficam as condolências à família, aos amigos e a todos que acompanharam a luta da pequena Júlia, cuja história comoveu Santa Catarina e o Paraná e evidenciou o esforço humano diante dos limites impostos pela doença.

 

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