O Imperial College de Londres divulgou, nesta quarta-feira (22/12), que o risco de internação hospitalar para pacientes com a variante Ômicron da Covid-19 é de 40 a 45% menor do que os pacientes com a variante Delta. Esses dados fazem parte de um estudo, enquanto cientistas correm para responder perguntas sobre a virulência e gravidade da Ômicron para ajudar governos a responderem à variante.
“De maneira geral, encontramos evidências de redução no risco de hospitalização com a Ômicron em relação às infecções com a Delta, pesando todos os casos no período do estudo”, afirmaram os pesquisadores, que analisaram dados de casos confirmados por testes PCR na Inglaterra entre 1 e 14 de dezembro.
Esse estudo britânico tem a mesma perspectiva de outro sul-africano divulgado nesta quarta-feira que apontou que as pessoas diagnosticadas com a Ômicron na África do Sul, entre 1º de outubro e 30 de novembro, tinham 80% menos chances de serem internadas do que as diagnosticadas com outra variante no mesmo período.
Ainda, de acordo com pesquisadores do Imperial College, o risco de qualquer visita ao hospital com a Ômicron era entre 20 e 25% menor do que com a Delta. Os cientistas acrescentam, no entanto, que as reduções em hospitalizações precisam ser consideradas levando-se em conta o maior risco de infecção com a Ômicron, devido à redução na proteção oferecida tanto pela vacinação quando pela infecção natural.
Da redação com informações e imagem da Agência Brasil